Humaniza aponta déficit financeiro e cobra reajuste de valores para manter a UPA de União da Vitória
Instituto afirma que recursos recebidos não são suficientes para cobrir todas as despesas da unidade. Prefeitura sustenta que os repasses seguem os prazos previstos em contrato.

A situação financeira da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas Warrib Motta, em União da Vitória, voltou ao centro das discussões após a manifestação de profissionais realizada na terça-feira (13). Em nota de esclarecimento, o Instituto de Estudos e Pesquisas Humaniza, responsável pela administração da unidade, apontou dificuldades financeiras e afirmou que os recursos disponíveis não são suficientes para cobrir integralmente as despesas operacionais.
Segundo o Instituto, embora os pagamentos mensais realizados pela Prefeitura estejam dentro dos prazos contratuais, os valores permanecem sem reajuste desde o início do contrato. A entidade afirma que há previsão de atualização anual pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas que o reajuste ainda não foi aplicado.
De acordo com a manifestação, a Contabilidade do Município teria reconhecido o direito ao reajuste em setembro deste ano. A organização também informou que aguarda uma definição sobre pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro protocolados desde janeiro de 2026.
Humaniza relata aumento das despesas
Outro ponto apresentado pelo Instituto envolve despesas adicionais com a reposição de profissionais que, conforme a entidade, deveriam ser disponibilizados pela Prefeitura, mas teriam sido retirados da unidade pela Secretaria Municipal de Saúde.
A Humaniza afirma que a combinação entre a defasagem dos valores contratuais e os custos adicionais provocou um déficit financeiro acumulado. Segundo a organização, a situação dificulta o pagamento de salários, encargos trabalhistas, fornecedores e outras despesas necessárias à manutenção dos atendimentos.
A entidade informou que aguarda a aplicação do reajuste contratual, incluindo as diferenças retroativas, além da análise dos pedidos de reequilíbrio financeiro.
Prefeitura afirma que pagamentos estão dentro do prazo
Em posicionamento divulgado anteriormente, a Prefeitura de União da Vitória apresentou as datas dos últimos repasses destinados à gestão da UPA.
Conforme os dados divulgados pelo Município, os pagamentos referentes a junho, julho e agosto foram realizados em 16 de julho, 11 de agosto e 10 de setembro, respectivamente. O último repasse informado foi de aproximadamente R$ 1,04 milhão.
A administração municipal também declarou que o pagamento referente a setembro estava na fase final de tramitação administrativa, com prazo contratual até 20 de outubro.
A Prefeitura ressalta que a contratação e a gestão dos profissionais, o fornecimento de medicamentos e materiais, além do cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias, são responsabilidades da organização social contratada. O Município afirma ainda que acompanha e fiscaliza a execução do contrato.
Situação mantém atenção sobre a UPA
As manifestações da Prefeitura e do Instituto Humaniza apresentam posições diferentes sobre os desafios enfrentados na administração da unidade. Enquanto o Município destaca a regularidade dos repasses e as obrigações previstas no contrato, a organização responsável pela gestão aponta a necessidade de reajustes e de uma definição sobre os pedidos de reequilíbrio financeiro.
Até a publicação das informações consultadas, o Instituto não havia divulgado o valor exato do déficit acumulado nem o montante total solicitado nos pedidos de reequilíbrio.
A situação ganhou repercussão após a manifestação dos profissionais da UPA e mantém em evidência as questões financeiras relacionadas ao funcionamento de um serviço essencial para os moradores de União da Vitória e região.
O Mais Agora News acompanha o caso e seguirá atento aos desdobramentos envolvendo a gestão da UPA Warrib Motta.
Fonte: Vvale e informações oficiais da Prefeitura de União da Vitória.